Justiça Cega
Catarina
era
a
delegada
da
delegacia
de
homicídios
do
20º
distrito
de
São
Paulo.
Ela
era
uma
delegada
muito
competente,
mas
estava
enfrentando
um
dos
piores
casos
de
sua
vida.
Esse
caso
era
uma
série
de
assassinatos
de
crianças.
A
talentosa
e
destemida
delegada
estava
atrás
de
um
Serial
Killer.
E
era
nele
e
em
seus
crimes
que
ela
estava
pensando
quando
foi
interrompida
pela
detetive
Anna,
que
entrou
afoita
em
sua
sala:
-Delegada,
ele
matou
de
novo!
-Quê?
De
quem
você
está
falando?
-De
quem
mais
seria?
Do
assassino
do
cinto!
-
respondeu
a
detetive,
impaciente.
-Tem
certeza
que
é
ele?
-
perguntou
a
delegada,
muito
preocupada.
-Claro
que
tenho!
Mesmo
MO*:
Ele
encontrou
a
criança
em
um
parque,
a
atraiu
para
dentro
de
um
furgão
usando
um
cachorrinho,
a
estrangulou
amarrando
um
cinto
em
seu
pescoço
e
a
desovou
em
uma
lata
de
lixo.
E
a
idade
também
confere,
5
anos.
-Mas,
como
você
sabe
que
ele
a
achou
em
um
parque
e
a
atraiu
com
um
cachorrinho?
-Uma
testemunha
viu
os
dois
no
Ibirapuera
entrando
em
um
carro
de
mãos
dadas.
A
criança
segurava
um
cachorrinho.
Ela
não
fez
nada
porque
achou
que
ele
fosse
o
pai.
-Qual
o
sexo
dessa
vez?
-
perguntou
uma
arrasada
delegada.
-Menina.
Era
uma
linda
garotinha
loira
e
de
olhos
azuis.
-DESGRAÇADO!
-
berrou
a
delegada
ao
mesmo
tempo
em
que
esmurrava
sua
mesa
com
as
duas
mãos
-
Não
sei
mais
o
que
fazer,
Anna,
nós
já
fizemos
tudo
o
que
estava
em
nosso
alcance!
-Calma,
delegada,
nós
vamos
pegá-lo!
Custe
o
que
custar!
-Bom,
eu
vou
dar
uma
olhada
na
cena
do
crime.
-Não
precisa,
eu
já
fui.
-Preciso
sim.
Pelas
crianças!
Catarina
pegou
seu
carro
e
foi
até
a
cena
do
crime.
O
corpo
da
menininha
não
estava
mais
lá,
mas
ainda
dava
pra
sentir
seu
cheiro
no
local
e
o
lixo
dentro
do
balde
ainda
tinha
o
formato
do
seu
pequeno
corpo.
Ela
deu
uma
olhada
no
local,
conversou
com
alguns
peritos
que
estavam
lá
e
foi
até
o
necrotério
ver
a
menina.
Chegando
lá
encontrou
a
legista,
Alex.
Ela
mostrou
o
corpo
e
falava
enquanto
a
delegada
olhava
para
a
garotinha:
-Bem,
delegada,
está
tudo
exatamente
igual
aos
outros
casos.
Ela
foi
estrangulada
com
um
cinto
que
foi
colocado
em
seu
pescoço,
tem
equimoses
post-mortem
na
coxa
esquerda,
o
que
mostra
que
o
assassino
se
apoiou
na
coxa
esquerda
dela
para
estrangulá-la.
Infelizmente
não
tem
nada
que
possa
ajudá-la
a
pegá-lo.
Não
foi
dessa
vez
que
ele
vacilou.
-E
quando
será?
-
respondeu
a
delegada
enquanto
olhava
para
a
menina
e
chorava.
-Também
me
sinto
assim.
-
falou
a
legista
tentando
confortar
Catarina.
-Ela
era
só
uma
garotinha!
Como
ele
pôde?
-Se
tem
uma
coisa
que
eu
aprendi
nessa
profissão
é
que
as
pessoas
são
capazes
de
tudo
-
respondeu
Alex.
-Eu
também.
Eu
vou
embora,
Alex.
Não
posso
mais
ficar
olhando
para
essa
menininha!
Catarina
saiu
do
IML
chorando
e
entrou
em
seu
carro.
Ficou
parada
por
alguns
minutos
até
se
acalmar
e
após
enxugar
suas
lágrimas
ligou
seu
Palio
Weekend
e
foi
para
a
casa
dos
pais
da
menininha.
Ao
chegar
lá
foi
recebida
pelo
pai
da
menina,
Davi
Baronesi:
-Bom
dia,
Sr.
Baronesi.
Meu
nome
é
Catarina
Silva
e
eu
sou
a
delegada
que
está
conduzindo
a
investigação
do
assassinato
de
sua
filha.
Eu
poderia
falar
com
o
senhor
e
sua
esposa?
-Pode
sim,
mas
minha
esposa
está
descansando.
Está
sendo
muito
difícil
pra
ela.
-Não,
querido,
eu
estou
aqui.
-
disse
a
senhora
Baronesi,
que
havia
acabado
de
chegar
na
sala.
-Você
devia
estar
descansando,
Dina!
-
falou
o
marido,
preocupado.
-Não
quero
descansar!
Eu
quero
é
descobrir
quem
matou
a
minha
menininha!
-
disse
Dina
aos
prantos.
Davi
abraçou
a
esposa,
que
chorou
muito
em
seus
braços.
Alguns
minutos
depois
ela
se
recompôs
e
a
conversa
começou:
-Quem
estava
com
Bela
no
Ibirapuera?
-
perguntou
a
delegada.
-Eu
-
respondeu
a
mãe
-
resolvi
levá-la
para
dar
um
passeio
após
a
escola.
-A
senhora
viu
quem
a
levou?
-Não.
Eu
a
deixei
sozinha
por
2
minutos
para
comprar
algodão-doce
pra
ela,
porque
ela
queria
muito
esse
doce!
Eu
nunca
vou
me
perdoar!
-
respondeu
Dina
voltando
a
chorar.
-Não
foi
culpa
sua!
A
culpa
foi
dele!
Dele
e
de
ninguém
mais!
-
falou
Davi
enquanto
abraçava
a
esposa.
-Eu
juro
que
vou
pegar
esse
psicopata,
Sr.
e
Sra.
Baronesi!
Eu
juro!
-
exclamou
a
delegada.
A
conversa
acabou
e
Catarina
voltou
para
a
delegacia.
Dias
depois
ela
estava
chegando
no
local
de
trabalho
quando
foi
abordada
pela
detetive
Anna:
-Delegada!
Um
menino
de
5
anos
desapareceu
no
Parque
Anhaguera!
Testemunhas
viram
ele
entrar
em
um
furgão
com
um
cachorrinho
no
colo
acompanhando
de
um
homem
que
usava
um
boné
e
tinha
um
bigode.
-Ele
atacou
de
novo!
Temos
que
encontrar
esse
menino
antes
que
ele
o
jogue
em
outra
lata
de
lixo!
Catarina
e
Anna
procuraram
o
menino
exaustivamente,
mas
não
encontraram
nem
sinal
dele.
No
outro
lado
da
cidade,
o
garoto
estava
em
um
porão
sujo
e
escuro.
Ele
estava
assustado,
chorava
muito
e
estava
sentando
no
chão
e
encolhido
em
um
canto
do
porão.
A
porta
do
lugar
se
abriu
e
seu
sequestrador
apareceu
usando
o
mesmo
boné
e
com
um
cinto
nas
mãos.
O
medo
do
menino
aumentou
e
ele
implorou:
-Por
favor,
não
me
machuque!
Me
deixa
ir
para
casa!
-Você
não
vai
para
casa!
Nós
vamos
fazer
uma
brincadeira
muito
divertida
com
esse
cinto
depois
eu
vou
te
colocar
no
meu
furgão
e
vou
te
deixar
bem
longe
daqui!
-
respondeu
o
assassino
do
cinto.
-Eu
não
quero
brincar!
-
exclamou
o
menino
ainda
assustado.
-Mas
vai!
Só
que
antes
vamos
nos
apresentar!
Qual
o
seu
nome?
-João!
-
respondeu
o
menino
apavorado.
E
sorrindo
maquiavelicamente
e
tirando
o
boné
e
o
bigode,
que
era
falso,
o
sequestrador
respondeu:
-E
o
meu
nome
é
Catarina!
FIM
*Modus
Operandi:
expressão
em
latim
que
significa
"modo
de
operação".
É
alguém
ou
algo
que
usa
o
mesmo
jeito
e
aplicação
em
todas
as
coisas
que
realiza,
faz
tudo
do
mesmo
jeito
de
uma
mesma
forma,
de
maneira
que
se
identifique
por
quem
foi
feito
aquele
determinado
trabalho.
No
caso
dos
assassinos
em
série,
o
mesmo
modo
é
usado
para
matar
as
vítimas:
este
modo
o
identifica
como
o
mesmo
autor
de
vários
outros
crimes.
Bem, espero que tenham gostado de mais esse conto! Não esqueçam de comentar! Os comentários de vocês são muito importantes para mim! Até a próxima sexta!
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