domingo, 29 de abril de 2012

O Pai Perfeito - Parte 1

Bem, peço desculpas por não ter atualizado o blog na sexta, eu simplesmente esqueci. Até me lembrei no dia, mas depois acabei esquecendo e só lembrei agora. prometo que isso não acontecerá mais. Hoje trago para vocês mais um conto em duas partes. Esse é inspirado em outro fato triste que infelizmente acontece. Espero que gostem.




O Pai Perfeito - Parte 1


Era uma vez uma família muito feliz. Ela era formada pelos pais Bruno e Lígia e pela filhinha de 8 anos, Gabriella. Eles moravam em uma casa no Condomínio Felicidade e tudo era perfeito. Eles eram muito amigos de seus vizinhos, que sempre diziam que Bruno era o pai perfeito porque ele era muito carinhoso com sua filha. Um dia o casal estava na casa de dois vizinhos, Davi e Marina, casal com poucos anos de casamento e nenhum filho. A conversa transcorria animadamente, entre intervalos em que eles comiam e bebiam:
-Vocês já viram o novo filme do Tom Cruise?- perguntou Marina.
-Qual? Aquele em que ele interpreta um pedófilo?- perguntou Lígia.
-Sim, esse mesmo!- respondeu Marina.
-Não! Não vimos e nem vamos ver!- respondeu Bruno.
-Porquê?-perguntou Davi-Eu ouvi falar que é um bom filme!
-Porque é sobre pedofilia! E eu não suporto pedofilia!-respondeu Bruno.
-Eu também não faço a mínima questão de assistir esse filme!-completou Lígia.
-Realmente pedofilia é horrível! Eu odeio pedófilos!- falou Marina.
-Eu também!-concordou Bruno.
-Eu também!-concordou Lígia.
-E eu também!- concordou Davi.
-Não sei como alguém pode fazer tamanha crueldade com uma criança! Isso me revolta!-exclamou Bruno.
-Ai, gente, vamos mudar de assunto, por favor!-exclamou Lígia.
-Deixa comigo que eu já tenho outro assunto pra falarmos!-exclamou Marina- Nós vamos dar um churrasco no sábado que vem. E vocês estão convidados, claro!
-Ah! É uma pena, mas não vai dar!- falou Bruno.
-Por que não?- perguntou Marina.
-Porque eu prometi para a Gabi que a levaria pra acampar nesse sábado. Mas a Lígia vai ficar, ela pode me representar. Você vai, querida?
-Vou sim, melhor do que ficar sozinha em casa sem fazer nada.

-Mas porque você não vai acampar também?- perguntou Marina.

-Porque fui eu que prometi e a Lil odeia mato! E eu cumpro tudo que prometo para a minha filhinha!-respondeu Bruno.

-Nossa, cara, você é o pai perfeito!- falou Davi.

-Não exagera, Davi! Eu só amo a minha menininha!- falou Bruno.

-Não seja modesto, querido, você é o melhor pai do mundo para a nossa filha!

-Concordo plenamente!- disse Marina.

-Eu não estou sendo modesto, estou sendo sincero!

A conversa prosseguiu animada por algumas horas. Depois Bruno e Lígia voltaram para casa. A semana transcorreu tranquila. Bruno, que era um advogado competente, cuidando de seus casos no tribunal, Lígia cuidando de seus pacientes no hospital onde era pediatra, Gabriella estudando e brincando como qualquer criança normal, ou era o que parecia ser, pois Lígia notou algo estranho na filha e resolveu falar com ela, por isso foi ao seu quarto:

-Posso entrar, filha?

-Claro mamãe!- respondeu a menina.

-Com você está se sentindo, meu amor?-perguntou a mãe.

-Eu estou bem mamãe. Porque você está perguntando?-respondeu a menina.

-É que eu estou achando você meio tristinha. Está tudo bem mesmo?

-Está sim! Eu não estou triste, mamãe! Só queria que você fosse acampar comigo e papai amanhã.

-Ah, filha! Você sabe que eu não gosto de mato! E além do mais vai ser só amanhã. Domingo estaremos juntinhas de novo.

-Tudo bem, mamãe, eu entendo. -respondeu a menina com uma profunda tristeza no olhar.

No dia seguinte pai e filha foram para o acampamento. Eles se divertiram durante o dia, correndo, pescando, brincando e à noite, já na barraca, Bruno falou:

-Agora, gracinha, nós vamos fazer aquela nossa brincadeira secreta.

-Ah, pai! Hoje não, por favor!- implorou a menina.

-Hoje sim! Nós viemos pra cá justamente para ficarmos sozinhos e podermos fazer essa brincadeira, então nós vamos fazer!- respondeu um furioso Bruno.

Bruno começou a despir a filha bem devagar ao mesmo tempo que beijava seu corpo. Gabriella, por sua vez, chorava de olhos fechados rezando para aquilo acabar logo. Enquanto isso, Lígia chegava no acampamento. Depois que a filha a olhou com tanta tristeza ela resolveu fazer uma surpresa para a criança e sem avisar apareceu no acampamento. Ela se aproximou da barraca e ouviu barulhos de beijos e gemidos. A essa altura Bruno já havia se despido e estava deitado sobre a pequena Gabriella. Desconfiada por causa dos barulhos Lígia entrou na barraca em silêncio e ao ver a cena que seu marido forçava a filha a protagonizar com ele, ela perdeu totalmente o controle e gritou:

-BRUNO, O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO COM A NOSSA FILHA???!!!


CONTINUA...



Enfim, espero que vocês tenham gostado. Comentem, deixei sua opinião, eu vou adorar ler e responder. Até a próxima semana com a parte final do conto!

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